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Crise faz com que pequenas reformas fiquem para depois

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A alta do dólar aliada à desaceleração econômica brasileira já vinha causando de uns tempos para cá reflexos em obras públicas e em grandes obras privadas. Agora, o cenário de dúvidas começa a refletir nas pequenas construções, como a reforma de casas. O receio de perder o emprego, bem como a queda da renda das famílias e a inflação têm diminuído o ímpeto os brasileiros em reformarem seus lares.

No mais recente “boom” do segmento da construção civil, verificado nos anos de 2009, 2010 e 2011, em praticamente todas as esquinas era possível avistar caçambas com restos de construção e trabalhadores suando a camisa. E, ao lado de caçambas, até mesmo gruas. Hoje, em Cascavel, basta rodar uma boa distância e dificilmente esse mesmo cenário será visível. Pelo contrário: nas obras remanescentes, é cada vez mais comum a afixação de placas de aviso em tapumes muito comuns nos anos 80: “Não há vagas”.

Apesar de a região Oeste do Paraná ser uma das menos afetadas do Brasil pela crise, o enfraquecimento do setor também pode ser percebido aqui, relata o membro da diretoria do Sinduscon/Paraná-Oeste (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Oeste do Paraná), José Luiz Parzianello.

Segundo ele, as lojas de materiais para construção, antes abarrotadas de pessoas buscando os melhores preços, hoje estão “às moscas”. Em uma rápida pesquisa por telefone com algumas lojas da cidade, o movimento teve queda superior a 30%. Outra das razões é a alta do dólar, que tem pesado na hora de decidir em reformar ou construir. Segundo a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção), o preço da tinta subiu 10%, o cimento subiu entre 8% e 9% e os tubos de PVC tiveram um aumento de 15%. Para piorar, o salário dos trabalhadores está diminuindo, em decorrência da inflação. A tão sonhada reforma acaba ficando como última opção ou adiada por tempo indeterminado. Essa decisão agrava ainda mais a crise do setor.

O Sinduscon/Paraná-Oeste é uma das entidades que está preocupada com este cenário. Para Parzianello, os empresários e trabalhadores do setor precisam se unir para buscar uma solução conjunta, uma vez que o desaquecimento do setor é prejudicial a todos.

Mais um problema que afeta o setor, relata, é a inadimplência dos governos em obras públicas, seja municipais, estaduais ou federais. “Chama a atenção o descontentamento e insegurança do empresariado em geral com os rumos que os governos têm adotado para o setor. E isso se dá em virtude da falta de apoio de gestores públicos em fazer com que obras emperradas aconteçam, especialmente quanto ao pagamento dos compromissos atrasados. Sempre lembrando, o principal prejudicado com a demora no término das obras é a sociedade”, destaca.